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Na relação com a China, maior parceiro do Brasil, desafio é buscar balança comercial equilibrada

Na relação com a China, maior parceiro do Brasil, desafio é buscar balança comercial equilibrada

Brasília – Com uma perspectiva de retomada econômica acelerada no pós-crise da pandemia do novo coronavírus, a China, que já é o principal mercado externo do Brasil, cresce em relevância para a indústria brasileira.

Mas é necessário equacionar o descompasso na balança comercial com o mercado chinês: enquanto a maior parte das exportações brasileiras para esse parceiro comercial é de produtos básicos, as importações são quase exclusivamente de produtos industrializados.

A China é destino de nada menos que 47% dos produtos básicos brasileiros. Um olhar sobre as vendas do Brasil para o país asiático mostra que 89% da pauta de exportação são de produtos básicos, sobretudo soja, minério de ferro e carne bovina.

A busca por esse equilíbrio nas relações comerciais passa também por uma postura proativa do governo brasileiro para retirar barreiras impostas pela China aos nossos produtos.

Monitoramento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mapeou sete barreiras que o país asiático levantou contra a indústria brasileira. São barreiras que prejudicam as exportações de produtos que vão desde o frango, o café e o suco de laranja, passando pelos cosméticos e pelo couro, até as rochas e a comida para pets.

Para o café, por exemplo, o governo chinês promove uma escalada tarifária que inibe a exportação de produtos de maior valor agregado para o mercado doméstico da China. Enquanto a tarifa para o grão é de 8%, para a essência de café é de 32%.

No caso de cosméticos, o governo da China exige testes compulsórios em animais para pedidos de licença administrativa de novos ingredientes de cosméticos e produtos cosméticos importados.

Em razão disso, o Brasil tem exportado volumes reduzidos ao longo dos anos. O market share brasileiro sempre se manteve inexpressivo, abaixo de 0,01%, entre 2013 e 2018.

“Essas barreiras, além de aumentarem consideravelmente ano a ano, se tornam, a cada dia, mais sofisticadas e de difícil identificação”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

As práticas que não respeitam as regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) são outro desafio que o Brasil precisa enfrentar na relação com a China.

Para se ter ideia, estudo da CNI mostra que, apenas em 2019, o Brasil importou US$ 5 bilhões em produtos chineses cujos subsídios são combatidos por outros países por meio de medidas compensatórias, mas não pelo próprio Brasil.

Na prática, isso significa que esses bens entraram no país com preço abaixo do praticado no mercado por artifícios não aceitáveis no comércio, numa concorrência desleal, com impacto negativo sobre a produção industrial, o investimento e o emprego no Brasil.


Equilíbrio na balança comercial com a China passa pela redução do Custo Brasil

Para especialistas e empresas ouvidos pela Agência CNI de Notícias, o grande dever de casa do Brasil para reduzir a assimetria na balança comercial com a China é enfrentar, de forma assertiva, a agenda de redução do custo Brasil.

Reformas como a tributária são fundamentais para a competitividade dos produtos brasileiros e para as empresas ampliarem as exportações de manufaturados e os investimentos na China e no restante do mundo.

“Parte da agenda para equilibrar as relações com a China tem a ver com a nossa competitividade, mas outra diz respeito à retirada de barreiras impostas pelo país asiático”, diz Abijaodi.

Eduardo de Nóbrega, diretor das operações da WEG na China, afirma que o desequilíbrio da balança comercial está relacionado às disfuncionalidades da economia brasileira.

“O Brasil poderia ser um grande exportador de produtos de alto valor agregado, se tivéssemos um sistema tributário mais justo e equilibrado”, diz.

Ele considera que exportação de produtos de maior valor agregado é penalizada no Brasil em razão de um sistema tributário marcado pela acumulação de resíduos tributários na cadeia. Ou seja, quanto mais se agrega valor, mais se acumula tributos.

A WEG iniciou suas atividades na China em 2004, com a aquisição da unidade fabril de Nantong, produtora de motores elétricos trifásicos de baixa e alta tensão. Desde então, a empresa ampliou suas operações no país com a compra de três empresas (Yatong, CMM e Ecovi), em 2014, e um investimento greenfield em Rugao, em 2015.

No ano passado, a WEG inaugurou sua primeira fábrica dedicada a produtos para automação industrial, em Changzhou (Jintan disctrict), província de Jiangsu.

“Atualmente, temos 1.910 colaboradores no país. Em 2020, aproximadamente 45% da nossa receita está vindo das exportações, principalmente para Europa, Oceania, Sudeste Asiático e África”, afirma o diretor.

(*) Com informações da CNI

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Importações e exportações da China têm forte alta com reabertura da economia global

Importações e exportações da China têm forte alta com reabertura da economia global

Resultado de setembro sugere que país está se recuperando rapidamente do impacto da pandemia sobre o comércio exterior.

As importações da China cresceram em seu ritmo mais rápido este ano em setembro, enquanto as exportações aumentaram fortemente à medida que mais parceiros comerciais suspenderam restrições relacionadas ao coronavírus em um impulso adicional à segunda maior economia do mundo.

As exportações em setembro aumentaram 9,9% em relação a setembro do ano anterior, mostraram dados alfandegários na terça-feira, em linha com as expectativas dos analistas e acima de um sólido aumento de 9,5% em agosto.

O forte desempenho do comércio sugere que os exportadores chineses estão se recuperando rapidamente do impacto da pandemia sobre as encomendas do exterior.

À medida que a economia global retoma, as empresas chinesas estão correndo para conquistar participação de mercado, enquanto suas rivais lutam contra a redução da capacidade de produção.

“O panorama geral é que os embarques continuam fortes, com a redução da demanda por produtos relacionados à Covid-19, como máscaras faciais, sendo em grande parte compensada por uma recuperação na demanda mais ampla por bens de consumo chineses”, disse o economista sênior da Capital Economics, Julian Evans-Pritchard disse.

“Um salto nas importações sugere que os gastos com investimento doméstico continuam fortes.”

As importações aumentaram 13,2% em setembro, bem acima das expectativas de alta de 0,3% e após uma queda de 2,1% em agosto. A força das importações foi ampla para quase todos os principais parceiros comerciais da China.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/10/13/importacoes-e-exportacoes-da-china-tem-forte-alta-com-reabertura-da-economia-global.ghtml

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Sancionada lei que prorroga prazos do drawback por um ano

Sancionada lei que prorroga prazos do drawback por um ano

Resultado da conversão da MP 960, adotada para reduzir impactos da pandemia, legislação se aplica aos regimes de suspensão e isenção.

Foi sancionada nesta sexta-feira a Lei nº 14.060, que prorroga por um ano os prazos dos regimes de drawback suspensão e isenção, informou o Ministério da Economia. A lei é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 960, de 4 de maio, adotada para reduzir os impactos da covid-19 sobre a economia brasileira.

Os regimes de drawback procuram dar mais competitividade aos produtos brasileiros, ao desonerar de tributos as importações e aquisições locais de insumos para a produção de bens destinados ao mercado externo.

No ano passado, US$ 49,1 bilhões foram exportados com a utilização do drawback, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O valor representa 21,8% das vendas externas totais do Brasil no período.
Segundo o Ministério da Economia, o texto original da MP 960 prorrogava os prazos apenas para o drawback suspensão. No entanto, a lei estendeu o benefício para o regime isenção.
Com isso, as empresas ganharam mais tempo para realizarem importações autorizadas nesse regime e que têm um prazo para serem concretizadas. Avaliou-se que, num cenário de queda de atividade e receitas menores, a compra de insumos nas quantidades autorizadas poderia trazer dificuldades de caixa para as exportadoras.
No drawback isenção, a empresa realiza as exportações e, com isso, ganha o direito de adquirir insumos sem tributos para eventualmente utilizar numa futura exportação.
Conforme dados da Secex, há 325 atos concessórios de drawback isenção com vencimento neste ano e reposições de insumos autorizadas na ordem de US$ 942,3 milhões. Desses, US$ 424,9 milhões, ou cerca de 45% do total, se referem a operações que, com a nova lei, poderão ser concretizadas em 2021.

Por Lu Aiko Otta, Valor

Fonte: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/09/25/sancionada-lei-que-prorroga-prazos-do-drawback-por-um-ano.ghtml

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Portos do Paraná avançam em tecnologia e inovação com a pandemia

Portos do Paraná avançam em tecnologia e inovação com a pandemia

A necessidade de distanciamento social imposta pela pandemia da Covid-19 fez com que, em poucos dias, a gestão operacional dos Portos do Paraná fosse adaptada para ambientes digitais. Agora, a empresa pública que administra os portos de Paranaguá e Antonina se prepara para inovar em sistemas inteligentes.

“Tivemos que nos adaptar em pouco tempo. Fizemos isso sem parar um dia sequer. Entendemos que esse é o momento de buscar um ambiente mais tecnológico para que possamos ter mais confiabilidade, eficiência e qualidade em toda operação portuária”, afirma o diretor-presidente, Luiz Fernando Garcia.

Novos projetos de modernização já foram contratados. Neste mês, a Portos do Paraná firmou uma colaboração técnica inédita com a Fundación Valenciaport, um centro de pesquisa, inovação e formação do setor logístico portuário, com sede no porto de Valência, na Espanha, e atuação em portos da Europa, América Latina, Ásia e Oriente Médio.

“A proposta é única no Brasil e vai modernizar os portos paranaenses com estratégias que são referência nos mais importantes e eficientes portos do mundo. Será um dos marcos históricos em cooperação de trabalho internacional”, destaca Garcia.


DIGITAL – Os projetos desenvolvidos em conjunto com a Valenciaport vão estruturar o Port Community System, uma plataforma de troca de dados da comunidade portuária, e do Port Collaborative Decision Making (PortCDM), um novo modelo de gerenciamento das operações marítimas, em tempo real, entre todos os agentes envolvidos nas operações de chegada e saída de navios. Além disso, a parceria discute questões de segurança digital e tecnologia de proteção de dados.

Hoje, a Portos do Paraná conta com diferentes sistemas para a gestão das operações portuárias, fluxo de caminhões, estoques de cargas recebidas, entre outras atividades. “Esses sistemas fornecem as informações necessárias para a realização das reuniões online com agentes, operadores, terminais e exportadores”, explica o chefe da Divisão de Silos, Gilmar Francener.

Os principais sistemas são o AppaWeb e o Carga Online. O primeiro é uma solução integrada de controle de operações portuárias e faturamento. É o AppaWeb que permite a interação com operadores portuários, terminais, agentes, clientes, exportadores, importadores, despachantes e sistemas externos, como da Receita Federal.

Já o Carga Online é um sistema que trabalha integrado ao AppaWeb para gerir a logística de recebimento dos granéis de exportação (descarga e armazenagem), principalmente no controle da chegada dos caminhões e vagões, com cotas diárias de desembarque, de acordo com capacidade e performance dos terminais.

“O caminhão só desce para descarga quando tem navio nominado para receber o produto. O ciclo é ordenado e, além de evitar as filas, garante o giro e a qualidade dos produtos embarcados, que não ficam muito tempo em estoque”, explica Francener.


GESTÃO – Além dos sistemas, que são ajustados com frequência, as regras são claras e as reuniões são diárias e públicas, o que garante maior transparência e eficiência à logística.

Para o diretor da Associação de Terminais do Corredor de Exportações do Porto de Paranaguá, André Maragliano, a regulamentação do porto paranaense é um grande diferencial. “São regras inteligentes que beneficiam o terminal que tenha carga e premia a operação mais produtiva. Isso gera produtividade e todos ganham, com mais agilidade em toda a operação”, afirma.

Ele lembra que o Porto de Paranaguá é um porto público, onde nove terminais privados estão conectados e usam, de maneira compartilhada, os mesmos ativos, os mesmos berços, em sistema pool. “Utilizando esse sistema, com as regras de atracação, o Corredor de Exportação ganha em eficiência e redução de custo. Isso também é uma ideia inovadora, que bem aplicada tem gerado ganhos para toda a cadeia”, afirma.

Fonte: http://www.portosdoparana.pr.gov.br/Noticia/Portos-do-Parana-avancam-em-tecnologia-e-inovacao-com-pandemia

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